A visão dos líderes da corporação e a sensibilidade dos governantes, especialmente do Chefe do Executivo governador Dr. Alcides Rodrigues, permitiu que um gargalo represado por décadas fosse dissipado e que novamente a esperança pudesse se acender nos homens e mulheres policiais militares.
Depois de meses de muita discussão, debates, cálculos e propostas o governador Alcides Rodrigues enviou à Assembléia Legislativa os projetos de lei que redundaram nas modificações e no aperfeiçoamento do fluxo de promoções de praças e oficiais da PMGO.
É sabido que um profissional que sustenta a chama da possibilidade de crescimento na carreira tende a ser uma pessoa mais feliz e também mais produtiva. Desta forma, o reordenamento do efetivo da Polícia Militar de Goiás, cujo embrião foi diretamente sustentado por nós, com estudos e propostas iniciais desenvolvidas pelo Major Anésio e pelo Tenente Coronel Eloi, ganhou contornos alvissareiros sob a égide do comandante geral Coronel Carlos Antônio Elias e o apoio necessário e indispensável do secretário de segurança pública, Deputado Estadual licenciado, Ernesto Roller.
Para cada quadro que compõe a PMGO foram trabalhadas várias hipóteses de reorganização com vistas a maximizar as atividades desenvolvidas pela corporação na prevenção dos delitos e proteção da sociedade e, também, dinamizar o fluxo de promoções de tal forma que se evite a permanência do policial militar no mesmo posto ou graduação por longos períodos, tudo isso com participação ativa e decisiva da Associação dos subtenentes e sargentos (ASSEGO) e também da Associação dos Cabos e Soldados (ACS).
A instituição Polícia Militar enfrenta novos desafios com a modernização dos conceitos de policiamento ostensivo e de polícia comunitária e, dessa forma, os modelos e as estruturas provenientes das Forças Armadas não suportam as demandas que a criminalidade gera e os anseios do povo goiano em face da segurança pública.
Portanto, de nada adiantava a fixação anterior do efetivo da PMGO em 18.087 sem a possibilidade de progressão na carreira quer de praças quer de oficiais. Ademais, era e é irrazoável e impossível contratar e incluir cerca de seis mil homens e mulheres e também formá-los, para somados aos atuais 12 mil policiais militares na ativa, se completar o quantitativo preteritamente previsto.
Ante tal realidade, os estudos de Estado Maior, encomendados pelo comando da corporação, atualizaram e aperfeiçoaram os quadros da Polícia Militar que foram unicamente limitados pelo orçamento e pela preservação do equilíbrio fiscal do estado, marca registrada do governador Alcides Rodrigues e executada com primor e maestria pelo Secretário da Fazenda Jorcelino Braga.
Mesmo apesar de algumas limitações registradas para alguns quadros específicos, no geral, os avanços foram audaciosos e corajosos e pontuam a inteligência dos gestores de segurança pública em Goiás que, numa visão multifacetada, num só movimento racionalizaram um efetivo intangível de mais de 18 mil PPMM, balizando-o em 15.533, e ao mesmo tempo, arrancaram o gesso que travava a vida de milhares de homens e mulheres que dedicam suas vidas em proteger os goianos.
Com a supressão de 2.554 vagas do total do efetivo, frisa-se irreal para a atualidade, todavia, praticável num futuro quem sabe próximo, e redistribuídas nos diversos postos e graduações promove-se a oxigenação e destrava o gargalo que limitava pesadamente o fluxo das carreiras policiais militares.
É tempo de comemorar, pois, conforme orienta um estudo da Fundação Tiradentes, com a implementação dessa reforma construída por todos nós, 3.363 promoções serão concretizadas agora em 2010. Serão 148 novas vagas para oficiais e 3.215 para as praças.
A promoção dos oficiais será retroativa ao dia 25 de dezembro de 2009 e a das praças processadas e concretizadas, meio a meio, em maio e setembro de 2010. Alguns companheiros, mais cabreiros, perguntam sobre os limites impostos pelo art. 32, da Lei 15.704 (Plano de Carreira de Praças), o qual determina o quantitativo de 100 vagas por promoção em cada graduação e a resposta é muito simples e gostosa de dar: conseguimos que este artigo não fosse aplicado para essas promoções. Então serão no total, repita-se, 3.363 promoções para a PMGO, sem contar as que poderão surgir com as transferências para a reserva remunerada ao longo do ano.
O êxito dessa jornada só foi possível porque os líderes classistas, os dirigentes da segurança pública, o governo de Goiás e os representantes políticos, dentre os quais tenho o privilégio de estar, como Deputado Estadual, por decisão de cada um desses homens e mulheres que lutam diuturnamente por dias melhores e suas famílias que confiaram e confiam no nosso trabalho, uniram-se em prol de construir um diálogo profícuo e uma trajetória de respeito que invariavelmente tem produzido muito mais para a corporação e seus membros do que qualquer ruptura insensata que fecha as portas e bloqueiam as negociações.
É hora de comemorar, pois teremos, nos diversos quadros, no mínimo, mais: 06 – coronéis; 12 – tenentes coronéis; 33 – majores; 41 – capitães; 41 – 1º tenentes; 45 – subtenentes; 95 – 1º sargentos; 221 – 2º sargentos; 895 – 3º sargentos; e 1.959 – cabos.
Parabéns a todos. Nossa busca por mais conquistas continua!
Dep. Est. Coronel Queiroz
Postado por: Adair Lourenço dos Reis-SD PM