Soldado é brutalmente assassinado por espacamento

Crime, no campo de aviação de Santo Antônio do Descoberto foi depois de desentendimento entre policial militar e praticantes de artes marciais, que deu início ao brutal espancamento; polícia já está no encalço dos assassinos.

Revolta e comoção marcaram a despedida do soldado PM Maurício Nunes da Cruz, que tinha 35 anos e foi covardemente assassinado na madrugada de domingo, 10 de janeiro, em Santo Antônio do Descoberto  (GO), no Entorno do Distrito Federal. O corpo foi velado no Salão Paroquial da Igreja Matriz e sepultado no cemitério Parque Jardim da Serra, em Jaraguá.

Maurício Nunes era lotado na 11° CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), sediada em Santo Antônio do Descoberto, e morava em Alexânia (GO), também no Entorno do DF. Solteiro, ele participava de uma festa de som automotivo, no campo de aviação da cidade, onde foi brutalmente espancado até a morte. Os assassinos, que seriam “amigos” da vítima estão foragidos.

De acordo com a polícia, o crime ocorreu por volta de 4h da madrugada de domingo. Maurício Nunes estava de folga e havia ido ao campo de aviação, na zona rural, onde é comum jovens se reunirem aos finais de semana para curtirem som automotivo, proibido dentro da cidade.

Em meio à curtição, houve um desentendimento entre Maurício e um de seus agressores, praticante de artes marciais. De acordo com a polícia, um dos envolvidos derrubou Maurício Nunes ao solo e, em seguida, passou um carro por cima do soldado e arrastou-o na pista pavimentada do campo de aviação por alguns metros. Não satisfeitos, os acusados – o agressor teve ajuda de outros – o espancaram até a morte.

Autoridades policiais ainda trabalham no sentido de prender os assassinos, já identificados. Antes de fugirem, os criminosos se apoderaram da arma do policial.

O corpo de Maurício Nunes foi levado para Jaraguá, onde mora sua mãe, dona Ondina Gonzaga Coelho, que clama por justiça. O sepultamento, por volta das 18h de segunda, 11, foi acompanhado por amigos, familiares e policiais militares que vieram da 11° CIPM, além de colegas de farda de Jaraguá. O enterro foi sob um clima de muita revolta e comoção.

Procedimentos investigatórios foram instaurados pelas polícias Civil e Militar que investigam o crime. Já há indícios que podem levar as autoridades policiais aos autores do crime.

Queremos justiça ou a cabeças dos pebas crivadas pelo aço da quadrada, só assim dormiremos em paz – Sargento Roque

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