Sefaz encerra debate sobre padronização salarial

Reunido com integrantes do fórum dos servidores públicos hoje na Secretaria da Fazenda, o secretário Jorcelino Braga anunciou o fim do estudo técnico sobre a Padronização das Políticas Salariais dos servidores públicos. A proposta foi feita por comissão da pasta e tinha por objetivo compatibilizar os gastos de pessoal com o crescimento da receita. “A equação não fecha e pode inviabilizar a administração dentro de cinco ou seis anos. Como não houve consenso e a discussão não avançou, estamos arquivando a proposta”, declarou Braga.
Quando iniciou o estudo sobre os salários, para tentar conter o crescimento vegetativo e mensal da folha, o secretário se reuniu com os sindicalistas e disse que a proposta somente seria transformada em anteprojeto de lei se fosse avalizada pelo fórum. “Eu não quis ser omisso, sabendo do problema da folha. Apresentei a discussão ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado, à Assembleia Legislativa e à sociedade. A radiografia está pronta e ficará para o próximo governo decidir a questão”, sintetizou o secretário. “Eu estou de passagem, mas vocês permanecerão na administração”, completou.
Estavam presentes 13 sindicalistas. Representante do sindicato dos trabalhadores na educação – Sintego, Bia de Lima aceitou a decisão de pronto, mas houve divisão entre os sindicalistas. O presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos, Maxuêlo Brás e Sargento Gilberto, da Associação de Cabos e Soldados Militares, foram contra o arquivamento da proposta e sugeriram que o debate continue, separadamente, com os interessados. Eles alegaram que a discussão não chegou às bases. O Sintego admitiu que a proposta é boa para segmentos que não têm Plano de Cargos e Salários. “Fico triste com a falta de consenso sobre a necessidade de padronização”, lamentou Jorcelino Braga.
AGECOM – Agência Goiana de Comunicação

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