Imagem da Segurança Pública em Goiás

A profissão policial exige a rapidez de um executivo, a coragem de um super-herói, o discernimento de um juiz e o tato de um psicólogo, e ainda assim esses policiais acabam sendo responsabilizados pelas mazelas sociais do País. A polícia é parte da comunidade, existe para garantir a segurança da população. Portanto, tem o dever de viver em paz com a comunidade da qual é parte. E sua missão é nobre. Resgatar e respeitar os direitos do policial, enquanto profissional, é objetivo de qualquer sociedade que encara a segurança pública como um direito do cidadão. Somente um policial detentor de direitos e não só de obrigações pode efetivamente proteger a sociedade. Os nossos policiais não são recrutados na Lua. Eles se originam da nossa sociedade, com as qualidades e defeitos reinantes no seu seio.

É a polícia que vela pela ordem pública, visualizada esta como um sentimento de respeito às leis, um consenso de comportamento social harmônico, um clima de paz. É a polícia que protege e socorre independente de local ou hora. É a polícia que enfrenta a marginalidade de frente. É a polícia que é chamada para socorrer com qualidade e objetividade qualquer pessoa indefesa. É a polícia que dá assistência quando todos falham, carregando doentes, fazendo partos, oferecendo os primeiros e essenciais socorros. É a polícia que morre em defesa da sociedade. Contudo, e não obstante, é certo que a imagem negativa, o ódio, o asco, o repúdio continuarão a imperar contra a instituição, se não tiver uma conscientização de seus membros para com a sociedade. Uma polícia amada, respeitada e admirada, por isso não podemos ter no nosso meio desvio de poder, práticas violentas, arbitrárias e corruptas. Inevitavelmente, temos policiais que cometem crimes suprimindo os direitos fundamentais do ser humano: a vida. A tendência à violência do policial, quando se manifesta, é mais apurada, mais sofisticada, mais sufocante ou até mesmo mais brutal e humilhante.

A polícia é parte da comunidade, existe para garantir a segurança da população. Portanto, tem o dever de viver em paz com a comunidade da qual é parte. E sua missão é nobre. É preciso que o policial compreenda isto. Também resgatar e respeitar os direitos do policial, enquanto profissional, é objetivo de qualquer sociedade que encara a segurança pública como um direito do cidadão. Somente um policial detentor de direitos e não só de obrigações pode efetivamente proteger a sociedade.

A Segurança Pública em Goiás jamais esteve tão equipada, com armamentos adequados, com viaturas apropriadas para o policiamento no combate contra a violência. Além disso, o governo do Estado de Goiás ampliou suas ações no contundente e incessante processo de combate à criminalidade. Nunca em Goiás os criminosos foram combatidos com tanta eficiência, como demonstraram os índices em queda da violência. Os policiais militares e civis, bem como os bombeiros militares, sentem orgulho da bandeira que ostentam em defesa do povo de Goiás e querem conquistar o respeito e o reconhecimento da sociedade. A dignidade não se compra. Ela é uma conquista diária. Para que isso torne realidade, precisamos divulgar as ações das instituições policiais de dentro para fora.

Quanto melhor for o atendimento que nós dispensarmos ao público, melhor será a imagem das nossas corporações policiais. Quanto melhor for nosso aprimoramento técnico-profissional e mais íntegro o nosso caráter, seremos qualificados para cumprir a nobre missão de proteger a vida, o patrimônio e os direitos do povo goiano. Lembramos sempre que, para a comunidade, nós somos a própria instituição e, por isso, devemos ser o “Guardião da Paz” do bem-estar social!

Hoje não se admite a falta de eficiência ou abuso de autoridade. Espera-se que o policial seja um autêntico profissional. Não é mais possível o distanciamento entre o agente de segurança pública e o cidadão, isto porque possuem um objetivo comum: “Construir uma segurança com qualidade.” Para atingirmos nosso objetivo de uma instituição forte e reconhecida pela sociedade, que também participa externamente nesse controle, através de denúncias, críticas, orientações e expondo seus anseios, externados diretamente a essas corporações policiais. Nós – os profissionais da Segurança Pública – devemos acolher as críticas, por mais desfavoráveis que sejam. Também com o espírito crítico devemos olhar para dentro de nossas instituições e, junto à comunidade, repensá-las.

Roqueudson Carvalho Bomfim
é cabo da PM e responsável pela edição e produção do programa Segurança em Ação – projeto Fábio Nasser e TVPM

Um comentário para “Imagem da Segurança Pública em Goiás”

  1. WANIA disse:

    Muito boas as colocações do policial autor deste texto. Como policial (inativa) e como cidadã partícipe de minha comunidade, gostaria de receber mais material dessa qualidade, inclusive para disseminação entre outros cidadãos igualemnte preocupados com a qualidade “das polícias, dos policiais e da segurança pública”, me propondo a funcionar, assim, como multiplicadora das idéias aqui desenvolvidas.
    Aguardo material
    Obrigada
    Wânia

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